Só o Amor é Real

Só o Amor é Real – Brian Weiss

"Uma história de almas gêmeas que voltam a se unir"

O texto abaixo é a abertura do livro, e descreve tudo. Esse é um livro que me marcou, algo que vou levar comigo a vida toda. Almas gêmeas… elas existem?? Para mim sim… sempre acreditei, e mesmo que nessa vida eu não encontre a minha, vou continuar a acreditar. Não é uma ficção, a história contada no livro é verdadeira, escrito por um psiquiatra, e os personagens são seus pacientes. Durante sessões de regressão à vidas passadas com dois pacientes que não se conhecem, o Dr Weiss descobre, através das histórias contadas das outras vidas desses, que os dois são almas gêmeas. Já emprestei esse livro para alguns céticos, que ficaram no mínimo intrigados com a história, que tem muita credibilidade por ter sido escrita por um médico psiquiatra conhecido mundialmente por seu trabalho de terapia de regressão a vidas passadas. Inclusive, algum dia eu gostaria de ter a oportunidade de fazer uma regressão.

"Para
cada um de nós, existe alguma pessoa especial. Muitas vezes, existem duas,
três, ou mesmo quatro. Todas vêm de gerações diferentes. Atravessam oceanos de
tempos e profundidades celestiais para estarem conosco novamente. Vêm do outro
lad,o do céu. Podem parecer diferentes, mas nosso coração as reconhece. Nosso
coração as abrigou em traços como os nossos no deserto do Egito, sob o luar, e nas planícies antigas da Mongólia. Marchamos juntos nos exércitos
de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas
cobertas de areia dos Homens Antigos. Há entre eles e nós um laço eterno, que
nunca nos deixa sós.

A nossa mente pode interferir. "Eu não te
conheço". Mas o coração sabe.Esse alguém toma a nossa mão pela
"primeira" vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz
disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser. A pessoa olha em
nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos. Há uma
estranha sensação em nosso estômago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe
fora desse momento perde a importância.

Talvez não nos reconheça, mesmo que tenhamos finalmente nos reencontrado, embora o conheçamos. Sentimos a
ligação. Vemos o potencial, o futuro. Mas a pessoa não o vê. Temores,
racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que
afastemos o véu. Choramos e sofremos, mas ela se vai. O destino
tem seus caprichos.

Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de
explodir com força igual.O reconhecimento do espírito pode ser imediato. Uma
súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais
profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente
reservados aos mais íntimos membros da família. Ou ainda mais profundos.
Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de
segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um
dia, uma semana ou um mês.

O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento. Um
despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos levantando. Nem
todos estão prontos para ver imediatamente. Há um ritmo nisto tudo, e a
paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.

Um olhar, um sonho,
uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do
espírito companheiro. O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e
projetar-nos subitamente de volta à vida.

O toque que nos desperta pode ser de
um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal. Ou pode ser
da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez
e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos."



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