Spooks – Episódio Final

Acabei de assistir o tal último episódio definitivo de Spooks com o ‘retorno’ de Matthew Macfadyen como Tom Quinn. Eu assisti sem legendas e sem prestar muito atenção, afinal estou no meu horário de trabalho, mas fiquei esperando ouvir A VOZ para saber quando ele aparecia. Não posso dizer que fiquei decepcionada porque na notícia sobre a participação dele dizia que ele aparecia ligeiramente, mas não achei que fosse tão ligeiramente assim… Acho que a cena dele dura menos de um minuto e é bem no final, até achei que ele nem ia chegar a aparecer. ***SPOILER O chefe do MI-5, Harry Pearce está cogitando deixar o cargo depois da morte de Ruth (os dois falaram sobre deixarem o serviço juntos antes de ela morrer), e pelo que eu entendi na cena em que Tom Quinn aparece ele está indo falar com o chefão geral… o que me leva a crer que eles querem ele para substituir Harry no cargo. Se alguém entendeu diferente divida sua opinião.

O episódio foi ao ar ontem na Inglaterra, e graças a internet hoje já temos para download. Agradeço a Sandra que me enviou o link.  Quem quiser baixar esse episódio clique aqui: Spooks – S10 Ep06

 


Os rumores dizem… – Fanfic

Disse que voltaria para o território seguro da época da Regência e dos beijinhos inocentes e acho que vocês vão concordar que essa é uma das fics mais comportadas que eu já traduzi 🙂 🙂 Bem, vamos ao que interessa: E se os rumores sobre a fortuna de Darcy na Assembléia de Meryton fossem equivocados? E se todos pensassem que a família dele perdeu toda a fortuna? Isso mudaria a atitude de Darcy com relação aos moradores de Meryton?

Essa é curtinha, traduzida em 3 horas, então me desculpem os erros. Quando tiver mais tempo eu reviso. Clique para ler: Os rumores dizem…


Maybe Baby

Sam e Lucy Bell  aparentam ter um casamento perfeito, pois são bonitos, têm uma intensa vida amorosa e possuem carreiras bem sucedidas. Mas há uma lacuna que os impede de atingir a perfeição: não conseguem ter um filho. Eles tentaram de tudo para ter um bebê, mas os esforços foram em vão, assim abrem mão da espontaneidade e relutantemente se entregam nas mãos de um médico. Paralelamente Sam começa a achar seu trabalho desestimulante (ele julga roteiros de cinema que devem ou não ser produzidos) e sonha em escrever o seu roteiro, mas nada obtém, pois sofre de bloqueio de escritor. Então faz algo moralmente condenável, pois escreve sobre um casal que está tentando ter um bebê, se inspirando nas experiências dele e de Lucy, que jamais aceitaria ter sua vida exposta.

Aproveitei o fim de semana livre e solitário, sem ninguém para me perturbar com exceção dos meus quatro cachorros, para colocar em dia minha lista de séries e filmes que queria assistir mas faltava tempo. E é claro que Matthew Macfadyen não poderia ficar fora da seleção: foram 4 episódios de Spooks e o filme Maybe Baby (Como Fazer Bebês – título em português). Fiquei na dúvida se esse filme merecia um post pois a participação do MM não é assim tão grande, mas o filme é muito bom. Adoro o Hugh Laurie, e o resto do elenco também é ótimo, com participações de Emma Thompson, Tom Hollander (Mr. Collins 2005), e Rowan Atkinson (Mr. Bean). Matthew Macfadyen é Nigel, o chefe pentelho de Sam, e está muito engraçado no papel, embora eu deva confessar que não gostei muito dessa versão loira. Link para download: Maybe Baby


Casanova – BBC 2005

Uma jovem criada faz amizade com o famoso sedutor Giácomo Casanova, agora um velho bibliotecário recluso na casa de um homem rico, levando os seus dias na obscuridade, deixado apenas com suas memórias de suas aventuras da juventude, seus inúmeros casos amorosos e o grande amor de sua vida, Henriette. Casanova relata para a criada toda a sua vida, e a medida que a história é contada, descobrimos uma imagem diferente de Casanova – não um homem que seduzia e sistematicamente usava as mulheres, mas um homem educado, talentoso e inspirado que amava as mulheres e foi amado por elas.

Antes de mais nada devo confessar que meu motivo para assistir essa série foi puramente superficial. Estava visitando um dos meus tumblrs favoritos sobre romances de época, quando me deparei com essa foto:

Imediatamente eu pensei: “Eu tenho que assistir isso!” 🙂 🙂 Viram? Puramente superficial, pelo prazer de ver Rupert Penry-Jones. Achar a série para baixar foi bem fácil, achar legendas no entanto se tornou uma missão impossível. Achei em todas as línguas que se possa imaginar, menos em português e em inglês. A melhor da hipóteses seria o espanhol, mas a única coisa que eu sei nessa língua são os palavrões que um ex-colega de trabalho que é uruguaio me ensinou. A solução foi assistir sem legendas mesmo. Eu já tinha tentado assistir a versão de Casanova (também de 2005) com Heath Ledger no papel título, mas peguei no sono nas duas tentativas, o que não é bom sinal. A versão em série é totalmente modernizada e ousada, e é claro muito mais divertida. O Rupert não é o Casanova, na verdade ele é o vilão da história, Grimani, que é noivo do verdadeiro amor de Casanova, Henriette. Quem interpreta o grande sedutor é o improvável David Tennant (da série Doctor Who). Eu digo improvável porque a última coisa que eu pensaria dele é como um homem com grandes poderes de sedução. Mas é aí que está a graça da história eu acho. 

Não conhecia muito da verdadeira história de Casanova, e resolvi ler um resumo da vida dele no Wikipedia, para ver se os fatos da série eram reais, mas parece que 90% foi inventado, apenas se inspirando em fatos narrados no livro de memórias que ele escreveu. Mas isso não tem muita importância, pois nem o filme de 2005 é muito fiel a história. Em ambos, Casanova vive um grande amor, mas a série parece mais próxima da realidade, já que ele passou a vida como um devasso, de mulher em mulher sem nunca desenvolver um vínculo duradouro. E como é a história de Casanova, não poderiam faltar as cenas de ‘fornicação’… Nem as freiras escapam. Não recomendado para menores.

Se alguém quiser se aventurar com legendas em espanhol, ou sem legendas mesmo, aqui vai o link para download: Casanova


The Crimson Petal and the White – BBC 2011

Sugar é uma prostituta cuja reputação de sensualidade a precede; sedutora e muito procurada pois ela ‘nunca decepciona’. Sua inteligência e sagacidade a distinguem – ela é autodidata e ambiciosa. Tendo passado anos à mercê dos homens, Sugar anseia por uma vida melhor e almeja a liberdade de fazer uma vida usando seu cérebro em vez de seu corpo. Nas horas vagas, Sugar escreve um obscuro romance gótico em que uma prostituta se vinga de todos os homens que fizeram mal à ela – um tema que tem ameaçado se infiltrar na realidade. William Rackhan é um homem egoísta que se recusa a participar dos negócios de seu pai no ramo da perfumaria. William é um escritor fracassado e cheio de dívidas, e tem a pressão de cuidar de sua esposa que sofre de doença mental e piora a cada dia. A vida tem pouca alegria para William até que ele conhece Sugar e é imediatamente enfeitiçado por ela. Sugar incentiva William a cuidar dos negócios da família dizendo à ele que ‘tudo vira arte nas mãos de um artista’, e ele segue o conselho dela com sucesso. Com o passar do tempo, Sugar se torna cada vez mais parte da vida de William, chegando ao ponto de ir morar na casa dele como governanta de sua filha, e desenvolvendo uma ‘amizade’ com Agnes, a esposa louca, que acredita que Sugar é um anjo que veio resgatá-la.

Essa série é diferente de tudo que eu já vi em matéria de séries de época da BBC. The Crimson Petal and the White mostra o lado obscuro, cruel e libertino da Inglaterra Vitoriana. Essa série tem cenas fortes e perturbadoras, começando nos primeiros minutos quando Sugar vai a um local imundo a procura de uma amiga prostituta que foi espancada por dois homens, e à medida que ela vai passando pelos quartos do local são mostradas as outras prostitutas trabalhando. A nudez é uma constante na série, tendo até um nú frontal do personagem William Rackham. Apesar de muito diferente do que costumo assistir, eu gostei dessa série justamente por mostrar o lado proibido da sociedade daquela época. Sugar é extremamente manipuladora, e usa William para melhorar de vida, mas quem culparia uma mulher que foi forçada à prostituição desde os 13 anos de idade pela própria mãe, sofrendo nas mãos de todo tipo de homem imundo que aparece? No livro que está escrevendo ela descreve vários tipos de tortura que a personagem inflinge sobre suas vítimas, como meio de vingança pelo mal que causaram a ela, e ficamos em dúvida se Sugar vai colocá-las em prática em algum momento. Também fiquei em dúvida sobre as reais intenções dela ao se aproximar da esposa de William; se ela estava realmente tentando ajudá-la, ou deixá-la cada vez mais louca para que William continuasse a buscar refúgio em seus braços. A pobre louca, Agnes, além se sofrer com sua doença mental, também é atordoada pelas visitas do médico, Dr. Curlew, que pratica exames bastante inapropriados nela.

Sou uma pessoa bastante curiosa e uma pergunta que há muito tempo esteve na minha cabeça veio à tona novamente com essa série; como as prostitutas faziam para não engravidar naquela época? Já fiz até uma pesquisa há um tempo atrás sobre métodos contraceptivos no século 18 e 19, e achei vários tipos de esquisitices mas não achei nada que fosse muito praticável.

O elenco conta com Romola Garai (Emma 2009) como Sugar; Cris O’Dowd (The IT Crowd) como William Rackham; Amanda Hale (Mary Musgrove em Persuasão 2007) como Agnes Rackham e Gillian Anderson (Scully em Arquivo X) como a Sra. Castaway. Link para baixar: The Crimson Petal and the White


Bride & Prejudice

Bride & Prejudice (ou Noiva & Preconceito) é uma versão indiana de Orgulho e Preconceito, com o enredo basicamente o mesmo, a diferença principal, além do cenário moderno é claro, é o acréscimo de questões inter-raciais e culturais. A “noiva” é Lalita (Aishwarya Rai), uma inteligente e confiante mulher indiana que vive em uma pequena cidade onde sua família tem uma fazenda, enquanto o “noivo” é Darcy (Martin Henderson) um americano rico que está na Índia a negócios. Acho que o enredo de O&P funciona muito bem nesse filme, pois o abismo cultural entre Lalita e Darcy substitui perfeitamente o abismo social entre Elizabeth e Mr. Darcy. E o modo como até hoje são arranjados os casamentos na Índia ainda dá o pano de fundo para a mãe de Lalita ‘oferecer’ as filhas de um modo semelhante ao da Sra. Bennet.

Os filmes de Bollywood são muito diferentes da indústria cinematográfica que conhecemos, a maior parte são musicais, com longas sequências de dança e canto, figurantes com roupas coloridas e até elefantes decorados; em resumo… um exagero total. E Bride and Prejudice não foge à regra. Esse filme possui todo tipo de clichê de filme romântico que se possa imaginar: caminhadas na praia ao pôr do sol, troca de olhares apaixonados em um jantar, passeios românticos, e até uma brincadeira no meio de um chafariz. Não sou muito fâ de musicais (com exceção de Mamma Mia), e as cenas intermináveis de dança e as musiquinhas realmente testaram a minha paciência, mas faz parte da cultura indiana, portanto parte do enredo do filme. Martin Henderson é lindo, este é um fato indiscutível, mas não um ótimo ator, e definitivamente não um Mr. Darcy. Se esta fosse uma versão normal de O&P eu iria dizer que Aishwarya Rai é bonita demais para ser Elizabeth Bennet, mas como é Lalita acho que está tudo bem.

Esse filme tinha um tema bastante sério mas que foi transformado em um conto de fadas banal. No início, quando a mãe de Lalita conhece Darcy, ela lamenta o fato de ele não ser indiano, porque tradicionalmente indianos se casam com indianos, mas quando Darcy e Lalita se apaixonam esse ponto nunca mais é tocado novamente. Nem é gasto um segundo pensando onde o feliz casal vai viver depois de casar. Mas em um filme com cerca de 30% do tempo tomado por música e dança, dificilmente se teria tempo para se lidar com questões desse tipo.

Link para download: Bride & Prejudice


The Tenant of Wildfell Hall – BBC 1996

Uma jovem viúva misteriosa chega com seu filho a Wildfell Hall, uma mansão que está vazia por muitos anos. Uma fonte de curiosidade para a pequena comunidade, a reticente Sra. Graham e seu jovem filho Arthur são lentamente arrastados para os círculos sociais da vila. Entre os habitantes está Gilbert Markham, um fazendeiro vizinho de Wildfell que corteja casualmente Eliza Millward. Seu interesse por Eliza diminui quando ele vem a conhecer a Sra. Graham. Em retribuição, Eliza espalha (e talvez se origina) boatos escandalosos sobre Helen. Gilbert se recusa a acreditar nas fofocas, mas um dia vê Helen na companhia do Sr. Lawrence, que ele acredita ter um envolvimento amoroso com ela. Tomado de ciúme, Gilbert confronta e agride Lawrence, que depois descobre ser irmão de Helen. Finalmente ela resolve contar toda a verdade sobre seu passado para Gilbert através de seu diário, que ela dá para ele ler. Em seu diário Helen escreve sobre o declínio físico e moral de seu marido, Arthur Huntingdon, através do álcool e do mundo de devassidão e crueldade do qual ela fugiu. Helen conheceu o charmoso e ousado Arthur quando tinha 18 anos, e apesar das advertências da tia sobre o caráter dele, casou-se com ele mesmo assim. Logo após o casamento ela descobre a real personalidade do homem com quem se casou.

Anne Brontë talvez seja a menos famosa das irmãs Brontë, Emily (O Morro dos Ventos Uivantes) e Charlotte (Jane Eyre), mas o estilo de escrita é parecido. The Thenant of Wildfell Hall (A Moradora de Wildfell Hall em português) é considerado um dos primeiros romances feministas; a personagem principal, Helen, é espirituosa e sincera, sem medo de falar o que pensa e censurar o marido. Em uma época que as mulheres juravam ‘obedecer’ ao marido nos votos de casamento, elas eram condenadas a serem propriedades deles pelo resto da vida, não importanto o quão terríveis fossem. O marido de Helen é o que hoje nós chamamos de bi-polar. Em um momento carinhoso e no momento seguinte frio e perverso. E ela realmente ama ele, agüenta a indiferença e as humilhações, mas quando ele direciona sua perversidade para o filho, usando ele para torturar Helen, ela resolve deixá-lo.

Eu não tinha muitas expectativas com relação a essa série, fora ver o Toby Stephens (Mr. Rochester – Jane Eyre 2006), mas não me decepcionei. Eu ainda não li o livro, por isso não tenho como comparar a fidelidade com a obra original. A única coisa que eu sei é que o livro é narrado em forma de uma carta de Gilbert para o seu cunhado sobre como conheceu sua esposa.

Toby Stephens não me decepcionou também, ele está muito charmoso como Gilbert Graham. A personagem Helen não inspira simpatia no início, mas aos poucos vamos descobrindo os motivos por trás da atitude severa e reservada que só Gilbert consegue transpor. Mas ela realmente dá nos nervos no amor incondicional ao marido, e mesmo depois de tudo que ele fez para ela e o filho, ela volta para cuidar dele quando ele fica doente. Por um momento quase achei que não ia ter final feliz, mas ainda bem que estava errada.

Como o objetivo desse blog é compartilhar, aqui vai o link para download da série: Episódio 1,  Episódio 2Episódio 3 (as legendas não são muito fiéis, mas dá para entender). Ou aqui: http://www.seriesuk.biz/search/label/The%20Tenant%20of%20Wildfell%20Hall