Confissão do Dia (3):

Estou cansada de me sentir como todas as heroínas antes encontrarem a felicidade. Onde está o meu final feliz?

E final feliz sequer existe? Na verdade às vezes acho que deveria parar completamente de ler romances. Em dias que bate aquela deprê (como hoje), eu culpo os romances por me fazerem sonhar com algo que não é possível no mundo real. Mas sei que não sou capaz de deixar meus livros de lado, afinal eles são meu único consolo contra a realidade da vida. Enfim, acho que todo mundo se sente assim de vez em quando, e hoje foi meu dia.

“Sofre mais quem espera sempre ou quem nunca esperou ninguém?” Pablo Neruda


13 Comentários on “Confissão do Dia (3):”

  1. samara disse:

    Oi Samanta, axo q ñ é só vc q se sente assim , tenha certeza disso. Tem muitas heroínas por aí esperando o final feliz chegar, mas não se preucupe pois tenho certeza q existe final feliz, como diz uma frase não me lembro de quem, se ñ é feliz é pq ainda ñ é o final, e acredito q na nossa vida também é assim… quanto aos romances, são tbm uma forma de escape qndo estamos assim ( sem final feliz), pr isso não se fruste com eles, mas aproveite-os.
    E axo q a resposta é: quem sofre mais é quem nunca esperou ninguém, pois quando agnte espera, um dia ou hora, a espera termina. É difícil a espera mais vale a pena…
    O choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria virá ao amanhecer…(sl 30:5)

  2. Évila Santana Mota disse:

    Eu já cansei de esperar e agora eu deixo a vida me levar,pois como dizem a esperança é a última que morre.

  3. Haydée disse:

    Oi, gurias, o bom da vida é que ela está sempre se renovando! Como o trenzinho do caipira, sabem? Sobe e desce, rápido e devagar, curvas fechadas e retas monótonas…. Final , gurias, feliz ou triste, sempre é final, entendem? O bom é a procura, a busca da felicidade, o esperar do Neruda. O&P é legal por que narra as idas e vindas dessa procura, o depois ( o happy ending) fica por nossa conta, e deve ter sido meio café-com-leite, sabem? Casa, crianças, fraldas, empregados, família, aquela tia Catherine, a mãe sem noção…… , a vida em comum quase nunca é eletrizante, eheh, ainda bem, senão ninguém sobrevivia! Beijocas, e curtam esses momentos deprê, acreditem, quando vocês tiverem a minha idade vão se lembrar com nostalgia deles….

  4. Márcia disse:

    comparando com os romances, lembrei de um programa humorístico onde ele fizeram o depois do “Felizes para sempre” nos contos de fadas (isso faz muiiito tempo), mas nunca me esqueço da cena onde a Branca de Neve continua limpando o chão e o Príncipe Encantado ficou barrigudo, kkk
    mesmo eu que sou casada há 19 anos, fico sonhando com o romance, sabe a rotina muitas vezes esfria o relacionamento… ou então me perco nos olhos azuis do MM, acredito que sonhar, romantizar faz parte da nossa realidade feminina…mas lendo uma entrevista da esposa do MM, perguntaram se ele era romântico e ela disse que sim, mas algumas vezes era preciso lembrá-lo do romance!!! será??? o homem não tem esta natureza, talvez a diferença entre a época dos romances de Jane Austen seja a condição da sociedade e sobretudo da mulher, o contato entre homem e mulher era bem diferente não acham…
    então Samanta pense no equilíbrio entre o romance e a realidade e sempre dê uma olhadinha em quem está a seu lado, sabe as vezes somos ceguinhas e muito exigentes!!

    beijos

  5. Elaine Santana disse:

    Faz um tempo que não venho aqui (deixei até um e-mail pra a Samanta explicando o porquê), mas olhando o blog essa confissão realmente chamou minha atenção, primeiro porque já me senti (e às vezes me sinto) assim, segundo porque esse texto me lembrou o meu problema de ficar romantizando algumas coisas e situações da vida, apesar da minha total identificação de personalidade com a Lizzie, acho que deve haver algo de Catherine Morland bem lá no fundo de mim. Mas então… vou escrever por mim, esperando que sirva para você – usarei o primeiro exemplo que me passou pela cabeça, o do cavalheiro inexistente nos dias de hoje, algo que me deixa bem triste e me dá inveja dos livros da Austen.

    Então…. quando eu fico triste por ansear por cavalheiros numa geração de copos descartáveis em busca de sexo gratuito, me lembro de que eu também não amplio meu leque de cotidiano.
    Quero dizer: existem pessoas boas e ‘diferentes’ por aí, igual a nós, as nerds/românticas. E existem pessoas assim que são do sexo oposto (aeaeaeaeaea!), agora também temos que, vez ou outra, nos deixar conhecer pessoas diferentes, mudar certas rotinas, iniciar novos hobbys/atividades. Quem sabe neles, conhecendo mais pessoas, não se pode achar a tampa da panela? O final feliz só chega se a gente se mover, como as próprias heroínas da Austen se movem – tipo a Anne de Persuasão.

    Quanto aos homens, acho que seja impossível achar um Mr. Darcy ou afins, afinal, eles são heróis idealizados (diga-se de passagem, idealizados por uma ótima româtica). E seria injusto querer enfiar qualquer pessoa real num modelo pré-pensado. Personagens e idealizações são muito simples, pessoas por outro lado são infinitamente mais complexas e multifacetadas, têm gostos e defeitos próprios. Um sr. darcy de hoje amaria futebol, beberia cerveja vez ou outra e não necessarimante teria tantas etiquetas (que não rolam no século XXI). Mas nada impede de existir um cara boa pinta, educado, fã de música Metal [!] que, de fato, se importe com a moça que ele gosta, tal como Darcy se importou com Lizzie a ponto de resgatar a honra de Lydia.

    Quanto ao final feliz, ele me parece uma construção diária. O final feliz real seria, na adversidade e cansaço do cotidiano, tirar motivos de alegria e satisfação. Não seria necessariamente algo de ‘amanhã’, mas do ‘hoje’ e do ‘dia após dia’, saca? Nos livros só parece mais legal porque não se narra a parte sem cor da vida dos personagens. Só até o ápice (= casamento que sabemos ser uma união boa e com amor). Nesse ponto, concordo com a Haydée, o que encanta nos romances são as idas e vindas atrás da felicidade (e o encontro dela). Depois que a Lizzie a encontrou, teve que lidar com a vida cotidiana e com os momentos sem cor dessa: mãe problemática, empregados, choro de filhos, doença, sr. darcy careca (kkkkk), tpm, morte do pai, morte da mãe, doença de novo (?), sr. dary acordando de mau humor, filhos em fase rebelde, etc. Resumindo assim não parece uma vida real e chata? Pois bem, eis a vida real que não vai pros romances. Isso tbm não quer dizer que a Lizzie não foi feliz, e aí eu volto pra a minha idéia de que era o desafio diário da senhora darcy encontrar, até nos maus momentos, as coisas boas da vida dela. Construindo uma felicidade propriamente dita.

    (fim da minha tese)

    Boa sorte na sua construção, Samanta! E nada de longa melancolia, hein?
    Beijos!

    • Oi Elaine!
      Que bom que voltou para visitar!
      Concordo com tudo que você escreveu, principalmente sobre ainda existirem pessoas que vale a pena aí fora. Devo confessar que eu desisti da ‘luta’ faz muito tempo já. Entreguei para Deus, como dizem.
      Eu sempre fui dada à essas fases de melancolia, principalmente no fim no ano como agora. Apesar de ser romântica, eu me considero uma pessoa extremamente realista (romântica realista, isso existe?), às vezes realista até demais. Sou daquelas que quando assiste um filme romântico fica pensando: “Tá, lindo. Mas e depois? Quem teve que abrir mão do quê, quem teve que fazer concessões, o que acontece depois que sobem os créditos?”
      Todo mundo presume que uma mulher romântica sonha em casar e ser mãe e viver uma vida de comercial de margarina. Tenho 28 anos e nunca sonhei com nada disso. Sei muito bem que o que leio nas páginas dos livros é justamente aquilo ali, uma ficção. Quando eu olhos para os exemplos de casamento que tenho a minha volta, percebo que não há nenhum que pareça realmente feliz, o que me leva a crer que realmente prefiro continuar a solteira convicta que sou. Mas a coisa mais louca é bem no fundo querer conhecer alguém que prove que eu estou errada, que vale a pena se arriscar.
      Se algum homem ler isso com certeza vai ficar confuso, mas tenho certeza que vocês mulheres entendem o que eu quero dizer.
      Estava conversando com uma amiga dia desses sobre um tema parecido, e eu disse que achava que nós mulheres éramos muito cruéis com os homens, querendo que eles fossem perfeitos quando nós mesmas também estamos longe da perfeição, e querer que eles correspondam aos nossos padrões é extremamente irrealista.

      Enfim, muito obrigado pela sua tese. É sempre bom conhecer a opinião de outras pessoas, às vezes ajuda a clarear os pensamentos.

      Beijos!🙂

      • Elaine Santana disse:

        (acabei de ver sua resposta no e-mail, mas vou responder só aqui, tá?)

        Essas melancolias de fim de ano são terríveis hsaushusauhuhsa Eu também fico meio sensível em fim de ano/natal. Como a rever as coisas e aí já viu, né? Culpa desses comerciais de famílias e casais alegres comendo o peruzão com aquele clima de total felicidade.

        Isso que você falou dos casamentos infelizes eu vejo muito por aí. Na verdade consigo contar nos dedos os poucos casais que me parecem felizes e acabo achando cruelmente engraçado: quando antigamente havia a obrigação de casar e o povo casava por convenção social, havia muitos casais infelizes, apenas unidos pelos filhos e tals; hoje, com maior liberdade de escolha, existem casais infelizes unidos pela preguiça e comodidade de dividir o mesmo teto, ou ainda um monte de casais divorciados. Começo a achar que o problema está no ser humano. ¬¬
        E por esse lado, ser solteira convicta tem seu lado bom, né? Antes só do que numa relação destrutiva.

        E vou te confessar, também me considero romântica/realista e não sonho em ser mãe e esposa, mas algo em mim gostaria de um amor. Acho que depois dos 35 vou começar a querer um filho, talvez motivada por relógio biológico ou por querer provar esse amor incrível que uma mãe partilha com um filho (esse sim eu não duvido muito que vingue). Se daqui pra lá não tiver o marido, me viro com um pai de aluguel. (?) huahauahasuashuhaah

        Nha, acho que temos um quê de cruéis mesmo quando cobramos demais dos homens. Mas, sei lá… acho que também tem homens bem cruéis, tipo aqueles que não estão dispostos a investir numa relação monogâmica, já que essa implica esforço, paciência e perder as outras opções de moças.

        Certa vez falei com uma amiga e a gente concluiu que parece que o problema sempre foi o de amar. Que isso seria muuuuito difícil, pois depende da moça, do rapaz, e da sorte de o que ela é ser suficiente pra ele, e vice-versa. É difícil a pacas, mas acho que vez ou outra acontece. E é nessas vezes que a gente pode se inspirar.😉

        E obrigada pelas boas vindas \o/
        Também fiquei feliz de voltar a postar aqui, confesso que vez ou outra visito algum blog avulso da Jane Austen, mas fico só olhando. Já nas duas vezes que estive aqui me senti à vontade pra tagarelar. Hahahaha

  6. Elaine Santana disse:

    Puzt, escrevi demais lá em cima huashsauhuhas

  7. Évila Santana Mota disse:

    Oi Samanta não é só você que fica deprimida nessa época do ano eu também fico e o que me deixa mais com raiva é a cobrança da família que fica me infernizando porque não tenho namorado, mas o meu problema é que eu escolho demais eu não consigo me relacionar com qualquer pessoa pois como diz o ditado antes só do que mal acompanhada o meu jeito é esse geralmente os rapazes de que realmente eu acabo me apagando não querem nada sério e os que querem um relacionamento sério já sou eu que não quero.
    Eu sou muito problemática referente a namoro por isso agora eu deixo a vida me levar acho que pelo visto vou morrer uma solteirona.
    Bjossss

    • Esse blog tá me fazendo um bem danado. Estou percebendo que não sou tão diferente do resto do mundo.
      Eu nunca tive namorado sério, desses de apresentar para a família e tal, então tenho quase certeza que o resto da minha família deve achar que eu sou lésbica… kkkk Há um tempo atrás eles me perguntavam de namorados, mas como sempre dei respostas curtas e grossas eles largaram do meu pé. Acho falta de ‘simancol’ fazer esse tipo de pergunta quando sabe que a pessoa tá solteira. O meu patrão é que me dá os melhores conselhos amorosos: “Tu tem que parar de escolher tanto e deixar que alguém te escolha.” Segundo ele, meu estado civil é “catando papel na ventania”. Disso pelo menos eu consigo achar graça.
      Eu também sou complicada na questão de relacionamentos. Sou muito tímida com os homens, se o cara me atrair então, a timidez triplica e pareço uma retardada sem saber o que dizer nem como agira, o que é muito estranho já que eu costumo falar pelos cotovelos. E para ajudar, desde adolescente tenho uma propensão a amores platônicos, e o último deles ficou e nunca mais foi embora. E teimosa que sou, penso que se não posso ter quem eu quero melhor ficar solteira mesmo. Ser solteira tem suas vantagens, mas quando bate aquela melancolia e a carência é que dá vontade de ter alguém. Mesmo assim não quero namorar só pra dizer que tenho um namorado como já vi conhecidas minhas fazendo. Se não tiver sentimento, melhor ficar sozinha.

      Beijos!

      • Évila Santana Mota disse:

        Samanta pelo visto em somos um pouco parecida pois eu também sou tímida quando geralmente um rapaz que eu gosto chega perto de mim eu fico tão nervosa que dá impressão que não gosto dele porque nessa hora eu fico muito retraída tenho tb propensão a amor platônico e para falar a verdade estou vivendo isso agora pois eu meio que estou gostando de um rapaz lá na empresa e ele nem sabe que existo, nunca tive um namorado sério e cada dia que passa eu sofro com isso pois minha mãe e meu irmão enche o saco dizendo menina você tem 24 anos e ta solteira o que esta acontecendo que só você não namora blá blá blá ,as vezes tenho vontade de estrangular meu irmão .
        Quando chega o dia dos namorados então nem se fala a depre fica pior ainda nem saio de casa.
        Minhas amigas ficam fazendo campanha para eu desencalhar é mole .
        Mas antes só do que mal acompanhada e como diz minha mãe um dia o cara certo vai aparecer para mim assim espero.
        Beijosss

  8. Elaine da Silva Santana disse:

    “Eu nunca tive namorado sério, desses de apresentar para a família e tal, então tenho quase certeza que o resto da minha família deve achar que eu sou lésbica… kkkk”

    Caraca! Eu já achei que pensassem isso de mim pelo MESMO motivo! HUSAASAUHSHUSAHUSAUHSAHUSA
    As pessoas realmente cobram bastante, e como tendem a achar que ninguém nesse mundo fica só, podem desvirtuar a opção sexual só pra justificar “olha, ela pega, só que esconde!”

    Vocês (Samanta e Évila) falando me fizeram rir, porque eu tenho dessa, de timidez. Se eu gosto do cara, ferrou, pareço uma idiota se ele aparece. E até se eu só achei ele bonitinho… se o rapaz chega eu MORRO DE PÂNICO e me sinto acuada. Acabo ficando arisca e com os modos gélidos, algo como “NÃO INVADA MEU ESPAÇOOOOOOOOOOOOO! XÔ, XÔ!”… Sinto que comigo só funcionava se eu não percebesse no começo o cara interessado e só depois dele se expôr – e com certeza eu enxotá-lo por pânico -, eu perceber que tava a fim e um milagre rolar pra nos juntar. Em suma: Jane Austen, escreva a minha vida! Até lá, ou enfrento esse pânico, ou não posso reclamar da minha solteirice. >_>

    Quanto ao amor platônico, é fogo… tenho o meu. Mas estou aos poucos diminuindo isso (pelo menos com esse cara, que não vale à pena u.u)

    • E eu que achava que era única que era assim.
      Eu já fiz muita estupidez por causa da minha timidez. Tinha um cara por quem eu tinha uma desses meus amores platônicos (o mais grave e duradouro deles), e ele sabia… o detalhe é que cada vez que estávamos no mesmo ambiente, eu era incapaz de dizer uma só palavra para a criatura, nem que fosse um simples ‘oi’. Ele devia achar que eu era louca, mas pelo menos um dia eu tomei coragem o suficiente para falar com ele, e disse que era tímida, e acho que ele entendeu. Era um cara legal, apenas não gostava de mim e não posso culpá-lo por isso. Isso já tem alguns anos e eu nunca mais vi ele, mas gosto de pensar que se encontrasse ele hoje, um pouco mais velha e madura, eu seria capaz de agir como uma pessoa normal, mas a realidade é que não tenho como saber até isso acontecer, se é que algum dia vai acontecer.

      Já fui muito mais tímida do que sou hoje, mas a parte de relacionamento afetivo ainda é difícil, e não ajuda o fato dos homens na maioria serem uns idiotas. 😉


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s