The Crimson Petal and the White – BBC 2011

Sugar é uma prostituta cuja reputação de sensualidade a precede; sedutora e muito procurada pois ela ‘nunca decepciona’. Sua inteligência e sagacidade a distinguem – ela é autodidata e ambiciosa. Tendo passado anos à mercê dos homens, Sugar anseia por uma vida melhor e almeja a liberdade de fazer uma vida usando seu cérebro em vez de seu corpo. Nas horas vagas, Sugar escreve um obscuro romance gótico em que uma prostituta se vinga de todos os homens que fizeram mal à ela – um tema que tem ameaçado se infiltrar na realidade. William Rackhan é um homem egoísta que se recusa a participar dos negócios de seu pai no ramo da perfumaria. William é um escritor fracassado e cheio de dívidas, e tem a pressão de cuidar de sua esposa que sofre de doença mental e piora a cada dia. A vida tem pouca alegria para William até que ele conhece Sugar e é imediatamente enfeitiçado por ela. Sugar incentiva William a cuidar dos negócios da família dizendo à ele que ‘tudo vira arte nas mãos de um artista’, e ele segue o conselho dela com sucesso. Com o passar do tempo, Sugar se torna cada vez mais parte da vida de William, chegando ao ponto de ir morar na casa dele como governanta de sua filha, e desenvolvendo uma ‘amizade’ com Agnes, a esposa louca, que acredita que Sugar é um anjo que veio resgatá-la.

Essa série é diferente de tudo que eu já vi em matéria de séries de época da BBC. The Crimson Petal and the White mostra o lado obscuro, cruel e libertino da Inglaterra Vitoriana. Essa série tem cenas fortes e perturbadoras, começando nos primeiros minutos quando Sugar vai a um local imundo a procura de uma amiga prostituta que foi espancada por dois homens, e à medida que ela vai passando pelos quartos do local são mostradas as outras prostitutas trabalhando. A nudez é uma constante na série, tendo até um nú frontal do personagem William Rackham. Apesar de muito diferente do que costumo assistir, eu gostei dessa série justamente por mostrar o lado proibido da sociedade daquela época. Sugar é extremamente manipuladora, e usa William para melhorar de vida, mas quem culparia uma mulher que foi forçada à prostituição desde os 13 anos de idade pela própria mãe, sofrendo nas mãos de todo tipo de homem imundo que aparece? No livro que está escrevendo ela descreve vários tipos de tortura que a personagem inflinge sobre suas vítimas, como meio de vingança pelo mal que causaram a ela, e ficamos em dúvida se Sugar vai colocá-las em prática em algum momento. Também fiquei em dúvida sobre as reais intenções dela ao se aproximar da esposa de William; se ela estava realmente tentando ajudá-la, ou deixá-la cada vez mais louca para que William continuasse a buscar refúgio em seus braços. A pobre louca, Agnes, além se sofrer com sua doença mental, também é atordoada pelas visitas do médico, Dr. Curlew, que pratica exames bastante inapropriados nela.

Sou uma pessoa bastante curiosa e uma pergunta que há muito tempo esteve na minha cabeça veio à tona novamente com essa série; como as prostitutas faziam para não engravidar naquela época? Já fiz até uma pesquisa há um tempo atrás sobre métodos contraceptivos no século 18 e 19, e achei vários tipos de esquisitices mas não achei nada que fosse muito praticável.

O elenco conta com Romola Garai (Emma 2009) como Sugar; Cris O’Dowd (The IT Crowd) como William Rackham; Amanda Hale (Mary Musgrove em Persuasão 2007) como Agnes Rackham e Gillian Anderson (Scully em Arquivo X) como a Sra. Castaway. Link para baixar: The Crimson Petal and the White


The Tenant of Wildfell Hall – BBC 1996

Uma jovem viúva misteriosa chega com seu filho a Wildfell Hall, uma mansão que está vazia por muitos anos. Uma fonte de curiosidade para a pequena comunidade, a reticente Sra. Graham e seu jovem filho Arthur são lentamente arrastados para os círculos sociais da vila. Entre os habitantes está Gilbert Markham, um fazendeiro vizinho de Wildfell que corteja casualmente Eliza Millward. Seu interesse por Eliza diminui quando ele vem a conhecer a Sra. Graham. Em retribuição, Eliza espalha (e talvez se origina) boatos escandalosos sobre Helen. Gilbert se recusa a acreditar nas fofocas, mas um dia vê Helen na companhia do Sr. Lawrence, que ele acredita ter um envolvimento amoroso com ela. Tomado de ciúme, Gilbert confronta e agride Lawrence, que depois descobre ser irmão de Helen. Finalmente ela resolve contar toda a verdade sobre seu passado para Gilbert através de seu diário, que ela dá para ele ler. Em seu diário Helen escreve sobre o declínio físico e moral de seu marido, Arthur Huntingdon, através do álcool e do mundo de devassidão e crueldade do qual ela fugiu. Helen conheceu o charmoso e ousado Arthur quando tinha 18 anos, e apesar das advertências da tia sobre o caráter dele, casou-se com ele mesmo assim. Logo após o casamento ela descobre a real personalidade do homem com quem se casou.

Anne Brontë talvez seja a menos famosa das irmãs Brontë, Emily (O Morro dos Ventos Uivantes) e Charlotte (Jane Eyre), mas o estilo de escrita é parecido. The Thenant of Wildfell Hall (A Moradora de Wildfell Hall em português) é considerado um dos primeiros romances feministas; a personagem principal, Helen, é espirituosa e sincera, sem medo de falar o que pensa e censurar o marido. Em uma época que as mulheres juravam ‘obedecer’ ao marido nos votos de casamento, elas eram condenadas a serem propriedades deles pelo resto da vida, não importanto o quão terríveis fossem. O marido de Helen é o que hoje nós chamamos de bi-polar. Em um momento carinhoso e no momento seguinte frio e perverso. E ela realmente ama ele, agüenta a indiferença e as humilhações, mas quando ele direciona sua perversidade para o filho, usando ele para torturar Helen, ela resolve deixá-lo.

Eu não tinha muitas expectativas com relação a essa série, fora ver o Toby Stephens (Mr. Rochester – Jane Eyre 2006), mas não me decepcionei. Eu ainda não li o livro, por isso não tenho como comparar a fidelidade com a obra original. A única coisa que eu sei é que o livro é narrado em forma de uma carta de Gilbert para o seu cunhado sobre como conheceu sua esposa.

Toby Stephens não me decepcionou também, ele está muito charmoso como Gilbert Graham. A personagem Helen não inspira simpatia no início, mas aos poucos vamos descobrindo os motivos por trás da atitude severa e reservada que só Gilbert consegue transpor. Mas ela realmente dá nos nervos no amor incondicional ao marido, e mesmo depois de tudo que ele fez para ela e o filho, ela volta para cuidar dele quando ele fica doente. Por um momento quase achei que não ia ter final feliz, mas ainda bem que estava errada.

Como o objetivo desse blog é compartilhar, aqui vai o link para download da série: Episódio 1,  Episódio 2Episódio 3 (as legendas não são muito fiéis, mas dá para entender). Ou aqui: http://www.seriesuk.biz/search/label/The%20Tenant%20of%20Wildfell%20Hall


Daniel Deronda – BBC 2002

Daniel Deronda contém duas tramas principais unidas pelo personagem-título. O romance começa com o encontro de Daniel Deronda e Harleth Gwendolen. Daniel se vê atraído pela bela, teimosa e egoísta Gwendolen. A partir deste ponto, o enredo quebra em dois flashbacks separados, um que nos dá a história de Gwendolen Harleth e um de Daniel Deronda. Após a morte do padrasto de Gwendolen, ela e sua família se mudam para uma nova vizinhança; e é lá que ela conhece Henleigh Mallinger Grandcourt, um homem taciturno e calculista, que propõe casamento à ela. A princípio ela está inclinada a aceitá-lo, mas ela se afasta dele ao descobrir que ele tem vários filhos com sua amante, Lydia Glasher.

Deronda foi criado por um cavalheiro rico, Sir Hugo Mallinger. A relação entre Deronda e Sir Hugo é misteriosa e acredita-se que ele é filho ilegítimo de Sir Hugo, embora ninguém sabe ao certo. Deronda é um homem inteligente, alegre e compassivo que não consegue decidir o que fazer com sua vida. Um dia ele está remando um barco pelo rio Tamisa e resgata uma jovem judia, Mirah, de tentar afogar-se. Ele a leva para a casa de amigos dele, e descobre-se que Mirah é uma cantora. Ela veio a Londres para procurar sua mãe e irmão depois de fugir de seu pai, que a seqüestrou quando ela era uma criança. Movido por sua história, Deronda compromete-se a ajudá-la a procurar por sua mãe e seu irmão e por isso ele é apresentado a comunidade judaica de Londres. Enquanto isso, a fim de salvar a si mesma e a sua família da pobreza relativa, Gwendolen se casa com o rico Grandcourt, a quem ela acredita que pode manipular para manter sua liberdade para fazer o que ela gosta, mas depois do casamento ela descobre que ele é frio, cruel e manipulador.

 Aproveitei que a minha internet resolveu me desertar a maior parte deste fim de semana para assistir algumas séries e filmes que eu estava adiando a tempos e Daniel Deronda era uma delas. A principal atração da série para mim era Hugh Dancy (Grigg em O Clube da Leitura de Jane Austen). Mas tem outro Hugh que rouba a cena nessa série, Hugh Boneville. Ele é muito pouco conhecido por aqui, mas para quem gosta de Jane Austen ele é figura fácil. Ele já foi Mr. Bennet em Lost in Austen, Mr. Rushworth em Mansfield Park 1999, e o Rev Bridges em Miss Austen Regrets. Geralmente ele faz papéis mais leves e simpáticos, e para mim foi uma surpresa de ver ele como o cruel Grandcourt; e é claro que ele o fez muito bem. O rosto dele é tão frio e sem expressão que é muito mais perturbador do que se ele demonstrasse raiva ou perversidade. A Gwendolen é fria e egoísta, mas eu fiquei com pena dela na noite de núpcias; nenhuma mulher merece ser tratada daquela maneira, por mais que tenha causado a própria desgraça. E Daniel Deronda é praticamente um santo, sempre ajudando a todos, e eu achei que o sentimento que ele tinha por Mirah era mais fraternal e protetor e que era por Gwendolen que ele estava apaixonado. Ainda bem que eu estava errada, pois Gwendolen não merecia alguém como o Daniel. Com certeza ele acabaria dominado por ela…

Devo confessar que a série não era bem o que eu imaginava, mas de ótima qualidade como tudo que a BBC faz. Link para baixar:


Arthur Clennam – Little Dorrit

Assiti ao último episódio novamente ontem à noite. Quem é fã do Matthew Macfadyen mas nunca assistiu Little Dorrit está perdendo uma verdadeira obra prima. São oito horas mas vale muito a pena.

Snow Patrol – You could be happy


Orgulho e Preconceito – Documentário BBC

Encontrei esse documentário da BBC sobre as adaptações de Orgulho e Preconceito feitas para a TV e o cinema; 1940, 1967, 1980, 2005, Bride & Prejudice, mas a ênfase principal é na adaptação de 1995.  São entrevistados no documentários escritores, críticos de TV, a biógrafa de Jane Austen, a diretora de Bride & Prejudice, a roteirista do filme de 2005, e o mais importante deles, o roteirista da adaptação de 1995, Andrew Davies. Ele comenta sobre a sexualidade da série, muito maior do que nas adaptações anteriores; quem já leu Bridget Jones No Limite da Razão já sabe dessa: na cena em que Darcy encontra Elizabeth em Netherfield depois de ela ter andado 3 milhas na lama, Andrew sugeriu ao Colin Firth que ele imaginasse Darcy tendo uma ereção instantânea com a visão de Elizabeth naquele estado. Ele comenta também a cena do lago, que ele queria mostrar um lado mais natural de Darcy. É uma pena que não tenha legenda!


Any Human Heart – BBC

Como pode um homem na flor da juventude, buscando uma carreira de escritor e sexo com igual vigor, acabar grisalho, velho, e cercado por pilhas de caixas e papéis, os detritos de uma vida? A resposta é a história de Logan Mountstuart, que acredita que, “Todo ser humano é um conjunto de eus… nós nunca permanecemos apenas uma pessoa.” E o século 20 fornece o cenário perfeito para Logan viver a sua vida, beber absinto com Ernest Hemingway, ser iniciado em intrigas por Ian Fleming, e se envolver no mundo do duque e da duquesa de Windsor. Um romancista, correspondente de guerra, pai, espião, prisioneiro de guerra, negociante de arte, marido, e muitas vezes, um amante, Logan é interpretado em três momentos de sua vida por Sam Claflin, Matthew Macfadyen, e Jim Broadbent. Any Human Heart é baseado no livro best-seller de William Boyd.

Até hoje não assisti nenhuma série da BBC que eu não considerasse perfeita. E Any Human Heart com certeza não me decepcionou. Eu confesso que me interessei em assitir por causa da minha inegável obsessão pelo Matthew Macfadyen, pois a sinopse mesmo não me atraiu muito. Assisti ao primeiro episódio há mais de três semanas atrás e a série não me prendeu muito. Achei meio devagar demais; sabe quando você fica toda hora vendo quando tempo falta para acabar? Então essa semana resolvi concluir e assistir ao restante dos episódios. O segundo episódio é o mais emocionante de todos, quando ele vai para a guerra. Uma das coisas que contam mais a favor do Matthew Macfadyen é que ele não é apenas bonito, alto, com lindos olhos azuis (… 🙂 ), é que ele é um ótimo ator, capaz de fazer a gente se emocionar. Aliás ele nem está muito bonito na série, principalmente quando Logan envelhece e o cabelo vai ficando mais ralo.

Logan Mountstuart não é um herói, não é um mocinho, mas sim um homem com vários defeitos e que comete grandes erros durante a vida; a representação perfeita de todos os seres humanos não é mesmo? Quem gosta de um pouco mais de ação talvez vá achar meio entediante, principalmente o primeiro episódio, mas vale a pena assistir. P.S. (com SPOILER) Eu não chorei quando a mulher e a filha dele morreram, eu não chorei quando o filho dele morreu, mas quando o cachorro morreu eu não me segurei… Patética!  Link para download: Any Human Heart



DVD Norte e Sul

Sei que parece frescura, mas me decepcionei um pouco quando fui assistir ao DVD de Norte e Sul que adquiri recentemente no Box Romances da BBC, distribuído no Brasil pela Logon. Eu tinha a série previamente baixada da internet em arquivo AVI de ótima qualidade. Presumi que ao comprar o DVD original a qualidade de imagem seria igual ou superior. Doce engano… Na verdade é pior! O formato de tela tem corte lateral e a cor está desbotada. Não é o meu player, eu uso o Nero Showtime e para todos os outros DVD’s ele está perfeito, inclusive para as outras séries que vem no mesmo box, Razão e Sensibilidade e Emma, das quais não tenho reclamação. Não me arrependi de ter comprado pois quero ter para guardar, mas para assistir vou continuar a usar meus arquivos antigos que são de qualidade muito superior. Abaixo um print screen da mesma cena nas duas qualidades para comparação.

Qualidade AVI baixado na internet X Qualidade DVD BBC Romances