Meus livros preferidos em filmes

Alguns dos livros se tornam quase personagens em um filme, como é o caso de alguns dos meus preferidos nos filmes que eu cito abaixo e que fazem parte da minha coleção de DVD’s.

  Jane Eyre (Charlotte Brontë) em Três Vezes Amor (Definitely, Maybe) – April (Isla Fisher) queria um par de brincos de aniversário, mas ao invés disso ganhou do pai o livro Jane Eyre com uma dedicatória para ela. Ela despreza o presente, o pai morre pouco tempo depois, e o livro foi perdido. Na busca por aquele exemplar específico do romance ela acaba colecionando várias cópias do livro, até que alguns anos depois o livro com a dedicatória do pai é devolvido para ela por Will (Ryan Reynolds).

O Amor nos Tempos do Cólera (Gabriel García Marquez) em Escrito nas Estrelas (Serendipity) – Sarah (Kate Beckinsale) e Jonathan (John Cusack) se conhecem por acaso e tem uma química instantânea; ela escreve seu nome e telefone numa cópia de O Amor nos Tempos do Cólera e em seguida o vende em um sebo. Segundo a teoria dela, se o livro cair nas mãos de Jonathan novamente é porque o destino quis uni-los, senão é porque simplesmente não era para ser. Durante cinco anos ele entra em todas as livrarias e sebos da cidade procurando por aquele exemplar que ele tanto quer.

Orgulho e Preconceito (Jane Austen) em Mensagem para Você (You’ve Got Mail) – Kathleen (Meg Ryan) dona de uma pequena livraria já leu Orgulho e Preconceito mais de 200 vezes, mas toda vez ela se preocupa se Darcy e Elizabeth vão ficar mesmo juntos. Ela fala sobre o livro com o amigo virtual Joe (Tom Hanks) que vem a ser o magnata dono de uma rede de livrarias que está acabando com a livraria dela. Eles discutem o livro em várias ocasiões e em uma delas ele a compara com Elizabeth Bennet por não querer perdoá-lo por ter levado o negócio dela à falência.

Persuasão (Jane Austen) em A Casa do Lago (The Lake House) – Persuasão é o livro preferido de Kate (Sandra Bulock) e um dia ela esquece o livro em uma estação de trem, e Alex (Keanu Reeves), o homem com quem ela se corresponde e que está separado dela por dois anos no tempo, o encontra e promete devolvê-lo para ela quando se encontrarem. Mais tarde quando eles se encontram ele pergunta para ela se ela já leu Persuasão e eles falam sobre o livro. Persuasão foi usado como base para o roteiro desse filme

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O Amor Nos Tempos do Cólera

Há muito tempo atrás, antes de Jane Austen entrar na minha vida, este era meu livro favorito. Foi o primeiro e único livro do Gabriel Garcia Marquez que eu já li, mas me marcou muito.

Poderia um homem amar uma mulher a ponto de esperar 53 anos por ela? No Caribe em 1880, Florentino Ariza se apaixona por Fermina quando ainda eram adolescentes. É uma paixão totalmente platônica já que o contato entres eles é praticamente inexistente, somente por meio de cartas. Quando o pai dela descobre, manda Firmina para longe, e por dois anos ela e Florentino trocam cartas. Quando ela volta à cidade ela é confrontada com a real imagem do homem que acreditava estar apaixonada, decepcionada ela manda que ele a esqueça.

Algum tempo depois ela conhece o médico Juvenal Urbino, com quem acaba se casando. Mesmo assim Florentino não consegue esquecê-la e passa a vida inteira esperando a morte do marido dela com a esperança de finalmente reconquistá-la. Quando o marido de Firmina finalmente morre mais de cinquenta anos depois, Florentino procura por ela no mesmo dia do enterro de Urbino para declarar seu amor.

Muita gente não consideraria esse livro um romance, e certamente para os termos ‘normais’ de um romance não é. O nosso herói, Florentino Ariza não era um homem sensato para dizer o mínimo, e além disso, ao longo da estória, ele acaba se tornando bastante promíscuo. Enquanto espera por Fermina, ele transa com quase setecentas mulheres, que ele cataloga, fazendo observações sobre cada uma das amantes que coleciona. Supostamente a história foi inspirada pelo romance dos pais do escritor.

A adaptação para o cinema de 2007 é inteiramente fiel ao livro, uma exigência do escritor Gabriel Garcia Marquez para autorizar o uso da obra. O elenco é praticamente uma torre de Babel, com atores de várias nacionalidades: o espanhol Javier Bardem como Florentino Ariza, o americano Benjamin Bratt como Dr. Urbino, o colombiano John Leguizamo como pai de Fermina, e a nossa Fernanda Montenegro como Transito Ariza (mãe de Florentino). Uma da cenas que mais me marcaram no filme é quando Fermina e Florentino se encontram depois de dois anos trocando cartas, ele está cheio de esperança e felicidade pelo reencontro e ela diz para ele: ‘O que existe entre nós não é nada mais do que uma ilusão.’ Um filme nunca substitui um livro, mas quem quiser conhecer a obra pelo caminho mais fácil não sairá perdendo em nada.