Memory – A Tale of Pride and Prejudice – Linda Wells

O que teria acontecido se os caminhos de Darcy e Elizabeth tivessem se cruzado quando ele tinha 22 anos e ela apenas 15? Antes de ele se tornar o homem reservado e orgulhoso que conhecemos e amamos (eu pelo menos amo)?

Essa história inspirada em Orgulho e Preconceito começa no momento em que o jovem Fitzwilliam Darcy recebe a notícia de que o pai está morrendo e que ele deve assumir o seu papel como Mestre de Pemberley com apenas 22 anos. Devastado ele vai caminhar em um parque próximo à casa dele em Londres, e lá ele encontra Elizabeth Bennet, com apenas 15 anos. No meio do desespero dele, ele ouve a risada dela e algo se ascende dentro dele (lindo né?). Eles trocam olhares, mas não se conhecem realmente, e ao longo de 2 anos eles se encontram à distância, trocam sorrisos, mas nunca passa disso. Ele lutando para continuar o legado do pai, e ela aguentando as maquinações da própria mãe para que ela se case e salve a família da pobreza. Até que um dia, naquele mesmo parque, o encontro finalmente acontece, e daí pra frente é que a história acontece.

Eu li o primeiro livro em 2 dias (são mais de 500 páginas para cada um dos três volumes), simplesmente não conseguia parar de ler! Não apenas a história de D&E, mas todos os personagens de segundo plano (que são muito mais do que os originais). Está todo mundo lá: os Bingleys, os Bennets, Charlotte Lucas, Mr. Collins, Lady Catherine, Coronel Fitzwilliam e os Gardiners, que tem muita importância na trama. E quando você acha que sabe o que vai acontecer, tudo muda. Como D&E se conhecem mais jovens, a vida dos que vivem ao redor deles muda de rumo. Um exemplo feliz: a coitada da Charlotte não se casa com o ogro do Mr. Collins! Mas também, Jane não casa com Bingley.

E tem os personagens novos: Lord e Lady Matlock, tios de Darcy, pais de Fitzwilliam, e seus dois outros filhos e respectivos pares; Mr. Stewart que se apaixona por Elizabet, mas desiste dela por causa da família dela, Mr. Harwick que corteja Jane, mas desiste pelo mesmo motivo; Capitão de Bourgh, que herda Rosings Park depois da morte de Anne, e que acaba se casando com Mary Bennet. E mais um monte…. todos excelentes!

Simplesmente estou adorando! Acho justo comentar para os mais puritanos que tem sexo no livro, mas acredito eu (já adquiri alguma experiência lendo todo tipo de livro) que quase todas as passagens desse tipo foram escritas com bom gosto, não necessariamente explícita, mas claras o suficiente para eu corar ou quase engasgar.. (ainda bem que costumo ler sozinha no meu quarto). Ah, mais uma questão que pode incomodar alguns; Elizabeth se casa com 17 anos, então, tecnicamente, ela é menor de idade (não sei se existia idade legal naquela época), enquanto Darcy já é um homem de 24 anos. Fica a critério de cada um; eu não achei nada demais.

Eu tive que reler os melhores momentos do 1º livro antes de começar o 2º que já está quase na metade. Já tenho uma boa idéia do que me aguarda no restante da história, já que sou curiosa demais para seguir o curso normal e respeitar ‘começo-meio-fim’. Se os livros não fossem tão longos até que me propunha a traduzir para que outras pessoas pudessem ter acesso a essa história linda, mas duvido que vou encontrar tempo (e paciência) para essa empreitada. Quem sabe no longo inverno gaúcho eu encontre inspiração…

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Pride and Prejudice – The Wild & Wanton Edition

O título já diz tudo; uma versão Selvagem e Devassa de Orgulho e Preconceito. Nesse caso eu só tenho a mim mesma para culpar, pois a minha curiosidade exagerada venceu todos os outros argumentos; eu já sabia que era ruim antes de ler. Todas as críticas diziam que o texto era basicamente de Jane Austen, com a introdução de alguns pensamentos e atos impróprios para menores por parte da segunda autora. Pelo menos, as partes acrescentadas por ela estavam marcadas em negrito, assim não perdi meu tempo lendo o que eu sei de cor. Cerca de 80% é o texto original de O&P, e ás vezes passavam-se várias páginas até encontrar as tais partes em negrito. Esse livro é mais ou menos como ‘Orgulho e Preconceito e Zumbis’, só que no caso deste, ao invés de zumbis, temos sacanagem adicionada à equação. Mesmo tendo a mente aberta à essas novas interpretações da história, nesse caso não combinou de jeito nenhum.

Lydia Bennet é a devassa oficial, mas até mesmo a insípida Charlotte Lucas tem seus amassos com Mr. Collins (quem quer saber dos amassos deles é que eu não consigo imaginar.. hugh!!) Quanto à Darcy e Elizabeth é adicionado à trama a atração física entre os dois (apenas nos pensamentos, nada de ação nessa parte); eles só chegam nos finalmentes no fim da história, pelo menos isso!

Tem um livro chamado Pride/Prejudice: A Novel of Mr. Darcy, Elizabeth Bennet, and Their Forbidden Lovers, em que Darcy e Bingley tem um caso homossexual, assim como Elizabeth e Charlotte Lucas, e esse eu posso dizer com 100% de certeza que nem toda a curiosidade do mundo vai me fazer ler. Achei de muito mal gosto sugerir uma coisa dessas, tudo tem limite… Acho que eu não iria dormir por algumas noites e nunca mais leria O&P com os mesmo olhos...


Pemberley

Parte do charme do Mr. Darcy é a propriedade dele, Pemberley. Das três últimas locações eu gosto mais de Chatsworth House, que serviu de cenário adaptação de Orgulho e Preconceito de 2005 (algumas cenas internas foram filmadas em  outra propriedade chamada Wilton House) .  Nos extras do DVD tem um comentário dizendo que Jane Austen pode ter se se inspirado em Chatsworth para descrever Pemberley. E ela cita a propriedade no livro também, como um dos destinos da viagem de Elizabeth e os tios, que no fim a leva até Pemberley.  Esse é um dos lugares que eu gostaria de conhecer; não sou particularmente fã de casamentos, mas descobri que eles locam para casamentos, dá até para sonhar! Harewood House de Lost in Austen, também é linda, principalmente os jardins.

Pemberley em Orgulho e Preconceito da BBC em 1995 – Lyme Park

Pemberley no filme Orgulho e Preconceito de 2005.  Chatsworth House

Pemberley em Lost in Austen – Harewood House

Mr. Darcy e Pemberley… hmmmmmmmmmmmm


Captain Wentworth’s Diary – Amanda Grange

Esse livro é um dos motivos pelos quais eu resolvi começar a comprar arquivos de e-book ao invés de comprar o livro de papel. Demorou quase três meses para chegar!

Capitão Wentworth, o herói de Persuasão, conta nas páginas de seu diário, os acontecimentos em torno de seus encontros e desencontros com Anne Elliot. Eu já sabia mais ou menos o que esperar, pois além de conhecer a história, esse livro é da mesma autora de Mr. Darcy’s Diary. Aliás, Amanda Grange já escreveu ‘diários’ para vários mocinhos de Jane Austen; Mr. Knightley (Emma); Coronel Brandon (Razão e Sensibilidade); Edmund Bertram (Mansfiel Park); Henry Tilney (Abadia de Northanger) e até o canalha do Wickham (O&P) ganhou um diário. Mas meu coração só foi tocado por Darcy e Wentworth, então dispenso o resto.

No caso do Capitão Wentworth, o ponto de vista da autora oferece muito mais do que simplesmente recontar a história da perspectiva dele. As primeiras 120 páginasdo livro oferecem um relato de como tudo aconteceu; como ele conheceu Anne, como eles se apaixonaram, e quando e como eles se separaram. Em Persuasão a história começa direto no ano em que Wentworth volta para a vida de Anne, sabemos que eles foram noivos e que ela terminou o noivado, mas pouco se fala sobre o passado dos dois. No diário a autora aproveita para desenvolver esse passado, e eu adorei. Quando ele pede ela em casamento pela primeira vez, numa caminhada ao amanhecer, me lembrou a cena final de O&P de 2005. Dá para morrer de dó quando ele escreve sobre os planos para o futuro, quando se sabe que nada vai acontecer como ele espera.

O formato de diário não me agrada, e o livro pula do momento da separação deles direto para 8 anos depois quando ele está prestes a reencontrar ela. Achei meio estranho, mas ia ser difícil resumir esses 8 anos sem ficar chato, eu acho. Leitura recomendada para as fãs mais ávidas! Sobre traduções.


Persuasão – Jane Austen

Mais de oito anos antes dos acontecimentos do romance, Anne Elliot se apaixona pelo jovem oficial naval Frederick Wentworth, que é inteligente e ambicioso, mas pobre. Sir Walter, pai de Anne , dono de Kellynch, e sua irmã mais velha Elizabeth estão insatisfeitos com sua escolha, alegando que ele não é distinto o suficiente para sua família. Sua madrinha, Lady Russell, agindo em lugar da falecida mãe de Anne, convence-a a interromper o romance. Agora, com 27 anos e ainda solteira, Anne reencontra seu antigo noivo, quando a irmã e o cunhado dele, os Crofts, alugam Kellynch. Wentworth, agora é capitão e rico devido as vitórias durante a guerra da Marinha Real contra os navios inimigos. No entanto, ele não perdoou Anne por tê-lo rejeitado.

Como vou postar a seguir sobre Captain Wentworth’s Diary, achei por bem falar antes sobre Persuasão. Entre as obras de Jane Austen, Persuasão pode não ser a mais popular, mas muitas vezes considero a minha preferida, sempre disputando com Orgulho e Preconceito. Persuasão fala sobre segundas chances, um tema que eu posso relacionar com a minha vida. Assim como Anne Elliot, eu também tomei algumas decisões não muito sábias quando era mais nova, e não posso deixar de pensar como teria sido se tivesse agido diferente.

Sempre que eu leio Persuasão eu penso que apesar de todo o sofrimento causado pelo fim do noivado, Anne não estava totalmente errada quando tomou a decisão de terminar. De alguma maneira não era o momento deles. Ela era muito jovem e ele tinhas suas próprias ambições para perseguir. Quando eles se encontram oito anos depois, mais velhos e mais experientes, apesar do estranhamento inicial, fica claro que o amor deles não se apagou com o tempo e a distância. E não é porque ele voltou rico, pois eu acho que ela teria aceitado ele mesmo que ele ainda fosse pobre como quando ela o conheceu.

O capitão Frederick Wentworth ganhou meu coração por ter a qualidade mais incomum entre homens, que é a constância. Que homem continuaria amando uma mulher que o rejeitou, ainda mais depois de oito anos distantes um do outro? Se alguém conhece algum, por favor me avise!! E aquela carta? “…eu amei ninguém se não a ti…” E o que dizer de Anne Elliot? Ela é sem dúvida a minha heroína preferida de Jane Austen. Ela é genuinamente boa, pensa primeiro nos outros do que em si mesma, tanto é que ela rompeu com Wentwoth porque achou que ela atrapalharia a vida dele(essa é a minha opinião). E continuou amando ele mesmo quando não tinha qualquer esperanças de um dia voltar a vê-lo novamente.

Até eu comprar o livro (li primeiro um e-book) eu não sabia da existência do outro final, escrito anteriormente ao oficial. Eu assisti 2 adaptações para a TV e nas duas havia uma cena em que Frederick, a pedido do Alm. Croft, vai até Anne perguntar sobre os rumores de noivado dela com Mr. Elliot. Fiquei intrigada pois li e reli o livro várias vezes e nunca achei nenhuma passagem que mencionasse esse encontro. Então na minha cópia da editora Martin Claret, fui apresentada ao que eles chamaram de ‘capítulo excluído’, e é dessa parte que foi inspirada a tal cena. Na verdade não é um capítulo excluído, é apenas um outro final conduzido de uma maneira diferente. Eu, particularmente, gosto mais do oficial, pois não abro mão daquela carta de maneira alguma.

Em matéria de adaptações, já postei por aqui sobre as duas mais atuais, feitas para a TV britânica, que só chegam a nós via download ou DVD importado. Eu ainda acho que falta uma grande adaptação para o cinema, assim como Orgulho e Preconceito de 2005 e Razão, Sensibilidade de 1995 e até Emma de 1996. Acho que a história tem potencial para uma grande produção, desde que se mantenham fiéis ao enredo de J.A., é claro. O livro ficou mais conhecido quando foi citado no filme A Casa do Lago, e serviu como base para o roteiro do filme. Eu tenho esse DVD, e pelo que eu me lembro, é o livro preferido da personagem da Sandra Bullock e ela fala sobre ele, mas fora isso não entendi muito bem a relação entre as duas histórias. Talvez seja algo sobre as coisas terem seu tempo certo para acontecer?


Mr. Darcy Takes a Wife – Linda Berdoll

Sim, ele toma uma esposa. Toma na cama, na carruagem, na banheira, no chão, de todas as maneiras possíveis…. deu pra entender? O enredo é uma continuação do original O&P, a partir do noivado de Darcy e Elizabeth. Eu ri muito lendo este livro, minha mãe até achou que eu estava assistindo a alguma comédia hilária. Como manda a tradição, as noivas Jane e Elizabeth, recebem instruções sobre a noite de núpcias das mulheres mais velhas da família. Mas quem resolve oferecer seus conselhos também é a recente Mrs. Wickham, Lydia. Ri muito com as descrições dela do ato, e das reações apavoradas das duas irmãs inocentes. Uma virgem nos dias de hoje dificilmente chega na hora H sem saber pelo menos o que esperar, mas naquela época deveria ser assustador mesmo. Depois dos ‘conselhos’ de Lydia, as duas irmãs ficam com medo dos seus respectivos noivos. “… não importando o quão exagerada ela soubesse que era a descrição de Lydia do congresso sexual, a imagem explícita que ela havia detalhado deixou a mente de Elizabeth bastante irracional. E não ia se abater, pois Darcy tomou um assento no sofá ao lado dela, sem dúvida trazendo seu facilmente agitável instrumento masculino com ele.” Eu consegui imaginar direitinho a cena, e ri muito.

Quando eles finalmente se casam, são descritas as impressões de Elizabeth sobre a noite de núpcias. Novamente, engraçado. Não vou reescrever o que eu li porque apesar de eu achar engraçado, algumas expressões era muito cruas e diretas demais para leitores mais sensíveis, ou até mesmo mais românticos. D&E é claro que são apaixonados, mas não daquela maneira água-com-açucar que é retratada na maioria dos romances. É mais direto ao ponto, digamos assim. E Darcy nessa versão não é definitivamente o meu preferido. Prefiro quando tornam ele mais romântico.

A história tem vários personagens novos (algumas partes de sub-trama são bem entediantes), e aqueles bons e velhos que já conhecemos, com destaque para o Coronel Fitzwilliam, que acaba se apaixonando por Elizabeth, e Georgiana que é apaixonada por ele.

O problema todo deste livro é a forma que ele foi escrito. Quando eu comecei a ler, fiquei meio na dúvida, primeiro achei que o meu inglês que era ruim, porque era difícil uma frase fazer sentido. Eu não entendia metade das palavras! Até que eu dei uma olhada nas críticas da Amazon.com referente a este livro. Essas críticas são escritas por pessoas que tem o inglês como primeira língua, e TODAS reclamavam da linguagem utilizada. Em resumo, parece que a autora resolveu escrever com o dicionário na mão, trocando todas as palavras simples por sinônimos desconhecidos ou pouco usados, durante todo o texto. Sabe aquela pessoa que gosta de falar difícil? Essa daí gosta de escrever difícil.

Mesmo com essas pequenas adversidades eu concluí as 460 páginas (dava pra ter contado em 200 se ela tivesse sido objetiva), fiquei razoavelmente satisfeita no final. E tem continuação, chamada Darcy & Elizabeth – Nights and Days at Pemberley. Já li algumas críticas não muito favoráveis e resolvi colocar esse para o fim da minha longa lista de espera. Vou rezando para que a autora tenha perdido o dicionário quando escreveu essa sequência, pelo bem dos meus Tico e Teco.


To Have His Cake (And eat it too) – P O Dixon

To Have His Cake (And eat it too) – P O Dixon

Primeiro lugar, esse livro tem um título muito estranho (Ter seu bolo – e comê-lo também). Fiquei meio intrigada, até que no meio do livro me deparei com a frase, e meio que entendi o que significava, mas só no contexto mesmo. É um provérbio inglês, e pela definição do wikipedia é uma referência a alguém que quer ter duas coisas que não pode ao mesmo tempo. No fim… faz sentido.

Voltamos ao enredo… Partimos do princípio que o pai de Elizabeth morre  depois que Darcy e Bingley vão embora de Netherfield. A família dela perde a casa para o Mr. Collins, e Elizabeth é forçada a procurar trabalho como governanta. E quem resolve contratá-la? Ele mesmo, Mr. Darcy. Ele fica sabendo da situação dela, e resolve oferecer a ela o cargo de dama de companhia de Georgiana. Desta maneira ele pode mantê-la sob a proteção dele, cuidar dela e tê-la por perto, mas sem demonstrar seus sentimentos.

Como empregada dele, ela é considerada ainda mais inadequada para ele do que quando ela era apenas Elizabeth Bennet de Longbourn. Ele tenta controlar a vida dela, afastar possíveis pretendentes, e assim vivem batendo de frente. Mas não demora muito para ele ceder à tentação de tê-la para ele.

A história me lembra um pouco de Jane Eyre, mas só a parte de relacionamento patrão/empregada. No fim das contas eu tive o final que eu espero em todo o livro que eu leio e posso dizer que de fato gostei. Mas não sem ressalvas: O Darcy nessa história é meio libertino, e tem até uma prostituta fixa que é a cara da Elizabeth para satisfazer as necessidades dele, já que ele não pode ter a original. É meio ridículo pensar nele virgem (já li uma versão assim e dei risada), mas também não gosto de pensar nele como promíscuo. Hum, e vale a pena informar, tem sexo gráfico, mas de bom gosto. Tem uma continuação que ainda não foi lançada, mas consegui dar uma espiada num pedacinho. Aparentemente a prostituta sósia de Elizabeth volta à cena e interfere entre D&E, mas de que maneira não consegui entender.