O busto de Mr. Darcy de volta à Chatsworth!

Nossa correspondente especial na Inglaterra ( 🙂 brincadeirinha), Deborah, está lá novamente para passar um mês e hoje ela visitou Chatsworth (Pemberley 2005).  No post dela sobre Chatsworth publicado Março desse ano, ela comentou que o busto de Mr. Darcy (Matthew Macfadyen) utilizado no filme de 2005 não estava mais em exposição. O busto foi dado de presente à Duquesa de Devonshire depois do filme e ficou em exposição durante algum tempo em Chatsworth. A gente até chegou a fazer alguns comentários maldosos sobre a Duquesa de Devonshire, que aparentemente queria o busto só para ela. A boa notícia é que ele voltou! Não sei há quanto tempo o busto está exposto, mas a Deborah teve a felicidade de encontrar ele por lá e postou uma foto no facebook hoje, e fez a gentileza de deixar eu dividir com vocês. O busto está exposto na gifshop da propriedade, que fica situada depois da galeria de estátuas.

Sigo torcendo para que ela encontre o homem em pessoa enquanto estiver por lá. Dizem que ele costuma andar de metrô… Já pensou encontrar o MM assim por acaso? Desmaio na certa.

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Momento *suspiros* do dia: Nº 2

Não, eu não esqueci dele!


O Poder de Um Olhar

Esses dias eu estava assistindo um vídeo no youtube sobre romances de época, e na introdução apareceu uma citação do Victor Hugo em  Les Misérables que é simplesmente perfeita. “The power of a glance has been so much abused in love stories, that it has come to be disbelieved in. Few people dare now to say that two beings have fallen in love because they have looked at each other. Yet it is in this way that love begins, and in this way only.”  Na minha tradução: “O poder de um olhar tem sido tão abusado em histórias de amor, que tem vindo a ser duvidado. Poucos se atrevem agora a dizer que dois seres se apaixonaram porque se entreolharam. No entanto, é deste modo que o amor começa, e somente deste modo.”

E não é assim mesmo? Ou pelo menos não é assim que deveria ser?


O Olhar de Mr. Darcy

Dia desses batendo um papo com minhas amigas janeites no facebook eu comentei que o Matthew até piscava bonito… 🙂 É a coisa mais sem noção que se pode dizer, mas não é verdade??? Eu não sei vocês, mas uma das coisas que me cativaram quando o vi o filme pela primeira vez foi o modo como os olhos do Mr. Darcy seguiam a Elizabeth, de modo tão sutil, mas que dizia tanto do que ele sentia. E esse encanto todo só foi possível com o Matthew emprestando esses ‘puppy-dog eyes’ ao Mr. Darcy. Enfim, alguns gifs para a gente se perder no olhar dele por alguns momentos…


O&P – Comentário do Diretor

 

O ritmo fica mais lento em dois momentos, um no balanço e outro onde eles caminham em direção ao outro através dos campos ao amanhecer. Aquilo parecia vir de um filme diferente. Talvez eu fui indulgente. Eu amei essa cena. Ele parece adorável e a cena significa muito para mim, ver o seu destino caminhando em direção a você, eu queria que esse momento durasse por muito tempo. Ritmicamente, funcionou para mim. ”  Joe Wright – Diretor

Acho que o Joe Wright é um romântico como muitas de nós. Adorei essa declaração “ver o seu destino caminhando em direção a você“.

Fonte: Pemberley State of Mind


Mr. Darcy Gifs

Eu não tinha um título para esse post, mas não preciso de desculpas para postar gifs do MM-Mr. Darcy. Daqui a pouco tem post da Deborah sobre Lyme! Boa sexta-feira a todas. 🙂

 


Aventuras pela Inglaterra de Jane Austen: Chatsworth

Mais um post das aventuras da Deborah, dessa vez em Chatsworth – A.K.A. Pemberley de 2005.

CHATSWORTH HOUSE

No outro lado do parque avistava logo a casa de Pemberley, e a estrada, encurvando-se bruscamente, descia em direção a ela. Era um grande e belo edifício, situado na encosta de uma colina, por trás da qual se elevava uma série de outras colinas arborizadas. Defronte da casa, corria um riacho de tamanho regular que, represado, formava um pequeno lago. As suas margens não tinham sido adornadas pelas mãos do homem. Elizabeth ficou encantada. Nunca vira um lugar tão bem dotado pela natureza.” Orgulho & Preconceito

Quem de nós não sonha com o Mr. Darcy? Quem de nós não sonha com o Mr. Darcy em Pemberley? Pemberley é parte de quem o Mr. Darcy é, e se não podemos conhecê-lo, conhecer Pemberley ‘is the next best thing’.

Já fazia algum tempo que eu queria visitar Chatsworth, mas sempre por algum motivo ou outro, acabava adiando o passeio. Finalmente decidi que daquele final de semana não passaria. Eu iria a Pemberley!

Meu dia começou horrível. Reformas no metrô de Londres me fizeram chegar quatro minutos atrasada à estação de trem e perder o meu – pontualidade inglesa pode ser um saco! Que desespero! Felizmente, foi possível usar a mesma passagem para embarcar no próximo trem, que saía cerca de trinta minutos depois (trinta minutos passados correndo pela estação, carimbando os tickets para serem usados de novo… aff!). Finalmente, estava em um trem em direção ao norte da Inglaterra, mais precisamente à cidade de Chesterfield, onde teria que pegar um ônibus até a entrada da propriedade de Chatsworth.

Em pouco mais de duas horas (e pensar que essa viagem demorava cerca de três dias na época da Jane) estava na tal cidade, agora tendo que descobrir onde pegar o ônibus que me levaria ao me destino final.

Ônibus encontrado, passagem comprada (dentro do próprio ônibus). Eu estava a caminho de Pemberley!

Como não fazia ideia de em qual parada descer, prestei muita atenção ao caminho, às placas e a qualquer indicação de que Chatsworth estava próxima. Foi então que vi a tal placa, só que ela sinalizava uma entrada privativa. Desci na parada seguinte e comecei a procurar uma entrada para visitantes. Quando eu começava a pensar que Chatsworth era um mito, vi uma simples entrada de madeira, indicando o começo da propriedade. Ufa! Respirei aliviada pela primeira vez desde que saí de casa horas antes.

Quando digo “entrada da propriedade” é isso mesmo que eu quero dizer. A gente não consegue nem ver a casa por cerca de um quilômetro. Mas o caminho… ahhh! O caminho até lá é lindo! 

Entre muito verde e centenas de ovelhas – todas soltas! – é possível esquecer que a gente vive no século XXI e voltar ao passado por alguns minutos. Então, finalmente, depois de muito caminhar, temos a primeira vista da casa. A emoção é indescritível.

O caminho continua, com mais belezas naturais no caminho, inclusive um rio que corta a propriedade – não posso ver água que me lembro do Mr. Darcy e a tal da camisa molhada. Eu sei, eu sei… Essa é a Pemberley errada para isso, mas não consigo evitar.

Finalmente cheguei à casa. Tenho que compartilhar com vocês a minha tristeza em ver que a maior parte da casa por fora estava coberta, pois um grande trabalho de restauração e limpeza essa em progresso – as janelas, agora, são revestidas em ouro! Eu ainda volto lá para ver isso tudo!

Entrando na casa, a gente já se depara com a linda decoração e, mais uma vez, voltamos no tempo. A sensação é de que entramos em Orgulho & Preconceito (2005).

Caminhando nos passos da Elizabeth, eu parecia uma idiota andando por aquela casa, sempre sorrindo, completamente encantada – devo confessar que uma das melhores coisas de viajar, pra mim, é viver esses momentos “filme/livro”, estar em lugares que eu vi pela TV ou que só imaginei é surreal.

A biblioteca, que não vemos no filme, é o sonho de qualquer leitor. Acho que eu compreendo o porque de não deixar os visitantes passarem da porta – se eu entrasse, nunca mais conseguiria sair.

Uma das partes mais lindas e legais para uma fã de carteirinha de Orgulho & Preconceito é a galeria de estátuas. Mais um daqueles momentos em que a gente se sente como a Elizabeth. Infelizmente, a estátua do Matthew, que ficou exposta por algum tempo não estava lá. É a minha opinião, compartilhada com a Samanta, que a Duquesa de Devonshire (dona da casa e para quem a estátua foi presenteada) é muito egoísta e quer ficar com a imagem do nosso muso só para ela.

 

A galeria de estátuas é a ultima parte da casa a qual os turistas em acesso. Depois disso, somos direcionados aos jardins – sim, porque todo aquele caminho até a casa NÃO é considerada jardim.

Os jardins são ENORMES! Conservatório, labirinto, o chafariz que aparece no final alternativo do filme de 2005… Não consegui ver tudo. Acho que mais de um dia é necessário para explorar todo o espaço que é humildemente chamado de jardim.

Para mim, uma das coisas mais legais dos jardins foi andar pelo caminho feito pela carruagem que os Gardiners e a Elizabeth fazem para chegar a Pemberley.

Chatsworth foi um dos lugares mais lindos que eu visitei na vida. A casa é divina, mas a paisagem foi o que realmente me tocou. Como visitei a casa no final de setembro, o outono estava chegando, e as cores eram maravilhosas – verdes, vermelhos e marrons se misturando e criando o cenário perfeito, ainda mais com aquela casa lindíssima no meio disso tudo.

Espero um dia poder voltar lá sem que a casa esteja em reforma para finalmente poder andar onde a Elizabeth e o Darcy tem aquela conversa extremamente ‘awkward’ quando eles se encontram em Pemberley. Ahhh, o encontro em Pemberley é minha cena preferida, seja no livro, na série ou no filme. Visitar esse lugar foi mesmo mágico!

Deixo vocês com uma imagem da casa, que assim como a primeira, não é minha. Não é lindo esse lugar?

Para mais informações sobre esse paraíso: http://www.chatsworth.org/

Até o próximo post,

Deborah

PS.: Infelizmente, não encontrei o Mr. Darcy por lá, mas não desisti da minha busca!

(Clique nas imagens para vê-las em melhor resolução)